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Sinopse
   
 

"O que deseja ser num grito, num ato, numa frase?". Certamente, a esta pergunta do filósofo Miguel Unamuno, o personagem de BUDAPESTE, José Costa responderia um irônico: "nada".

José Costa, um angustiado ghost-writer (escritor fantasma) e também amante da linguagem e da escrita, aos seus 30 anos, é o narrador dessa eletrizante narrativa que viaja do Rio de Janeiro a Budapeste.

Quando Costa, já bem sucedido como escritor fantasma, está retornando do Congresso de Escritores Anônimos, em Instambul, uma ameça de bomba faz seu vôo fazer uma aterrizagem forçada em Budapeste.

Desde seus primeiros momentos na cidade, ele se apaixona pelo húngaro. E, lentamente, imagina poder preencher o vazio de sua existência como aquele idioma novo, que lhe parece indecifrável. A única língua que o Diabo respeita.

De volta para o Rio, ele reencontra sua mulher Vanda e seu filho. Mas passa a murmurar o húngaro, enquanto dorme. E cada vez mais insatisfeito com sua vida familiar e pessoal, ele começa a escrever, por encomenda, autobiografias.

Seu maior sucesso é "O Ginógrafo", uma narrativa permeada de sexo e aventuras, que escreve para o alemão, Kaspar Krabbe. Mas sua mulher Vanda, uma famosa apresentadora de telejornal, se apaixona por Kaspar, pensando ser ele o verdadeiro autor do livro, um dos grandes best-sellers do ano.

Cansado do trabalho e do casamento, numa decisão trágica, ele resolve voltar a Budapeste, onde ele se seduz cada vez mais pela língua e por Kriska, sua professora de húngaro.

Costa passa a viver com Kriska e se torna quase um verdadeiro húngaro: Zsoze Kósta. E domina tão bem o idioma, que começa a escrever, como ghost-writer. Teses, contos e poesias, nada lhe escapa.

Mas repentinamente ele é deportado de volta para o Brasil. Vê-se completamente alheio ao seu país, ao seu passado e fecha-se num quarto de hotel. O que poderia levá-lo de volta para Budapeste e Kriska? O trabalho de um outro ghost-writer.

O Sr..., ex-marido de Kriska, escreve "Budapeste" e ourtoga a autoria do livro a Costa. Ele, então, é convidado para voltar para a Hungria, coberto por glórias e honras. E também de volta para os braços de Kriska, que espera um filho dele.

À maneira de Borges e Gogol, num jogo de espelho e duplos, Costa é fadado a ser autor de uma história que não é sua. Ou é? E a viver um amor e uma felicidade que não são suas. Ou são?
Essas coisas, o leitor e agora o espectador de cinema poderá descobrir.