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É através do material documental
do Carandiru e do material ficcional (cenas do filme de Hector
Babenco) que as relações entre o que é
documentário e o que é ficcional, e as verdades
contidas nestes dois tipos de imagens, se interagirão.
Às vezes em plena combinação, outras
vezes em contraposição.
Aqui é interessante destacar que não pretendemos
estabelecer uma discussão definitiva sobre os problemas
e questões do sistema presidiário nacional,
mas sim mergulhar no universo humano do presídio, literariamente
tão bem dissecado no livro de Dráuzio Varella.
Assim, ao mesmo tempo, o complexo Carandiru será o
lugar onde acontece esta história e o personagem principal
deste documentário.
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